Saudade: a definition

National Mall: otimo lugar pra deitar e pensar na vida

Hora de começar a empacotar as tralhas e tambem de achar um cantinho pras boas lembranças. E sao tantas! “Quando eeeeeeeeeeeeu estou aqui, eu viiiivo esse momeeeento liiiiindoooo… tchururururu…” (Show do Rei in a few weeks, yay!)
Uma listinha singela do que vai ficar bem embrulhadinho no meu coraçao:

– Acordar e nao maldizer o despertador. Pensar: “Oba! Washington Post, here we go!”

–  Sentir aquele frio na barriga bom a cada pauta começada, terminada, publicada. Meu nome impresso NAQUELE jornal, wow!

– Tenleytown, meu bairro lindo, tranquilo, igualzinho ao dos filmes.

– Meu poraozinho cinco estrelas.

– O grilo maldito que nao me deixava dormir. Tenho certeza de que era o mesmo desgranido todas as noites. I’ll miss you too, fucking bastard!

– Essa cidade apaixonante, que me encanta todos os dias. E eu que adorava dizer que nao gostava de cidade pequena… tsc, tsc.

– Ver o comboio do Barack Obama passando pela rua, as sirenes zunindo, e pensando, mais uma vez, que aqui eh mesmo onde as coisas acontecem.

– Crab cake sandwich with fries – minha tranqueira predileta. Um viva para os caranguejos!

– Happy hours que começam as 15h. Com desconto! What a wonderful world.

– Ter que mostrar a identidade pra provar que ja tinha 21 e poder comprar bebida. E lembrar de como era bom ter apenas 21.

– Andar na rua de noite, sozinha, cheia de coisa na bolsa (dinheiro, documentos, camera, ipad!). E sem medo.

– My dear friend Terry, que sempre tinha um convite, um plano, um lugar diferente pra me mostrar.

– Explicar (e explicar… e explicar… zzzzz) pros gringos onde fica Happy Harbor. Nao, nao moro no Riiiooouuu. Nao, nao moro em Sao Paulo. Moro na linda e amada Porto Alegre. Nunca ouviu falar?! Azar o teu. #RSmelhoremtudo

– Todas as vezes em que tive que levar o computador pro patio pra conseguir uma conexao melhor no Skype (morar em um bunker – ou em um “abrigo antiaereo”, como bem definiu Graciliano Rocha – tem suas desvantagens) e contar as novidades, as aventuras, tudo de bom que me aconteceu nesses seis meses. “ALOOOOU, PAAAAI, TA ME OUVIIINDOOOO?! Vitrooolaaa (alguem ainda lembra dessa propaganda?)!”

– Acordar sem pressa (e sem plantao) no final de semana e ir pro Starbucks tomar cafe e ler o jornal.

– E-mails de gente querida falando de saudade. So sweet.

– Minha secadora de roupas. Como viver uma vida plena sem ela a partir de agora? So penso naquelas duas semanas do agosto porto-alegrense em que a gente pena sem conseguir secar uma unica meia no varal…

– As dezenas de tipos de sucrilhos no mercado. What a sight for sore eyes! Graças a tao encantadora variedade, meus jeans nao fecham desde abril.

– O metro – quando nao ta lotado, nem em obras, nem atrasado. Nem com as escadas rolantes de 160 degraus desativadas.

– A cara de surpresa das pessoas quando eu explicava o que estava fazendo aqui. Hoho!

E o mais importante: a sensaçao unica e maravilhosa e constante que so os sonhos realizados sao capazes de proporcionar. Cheers!

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Arquivado em American life, Washington DC

Time to say good-bye

My beautiful cake

Nao tenho mais muito o que dizer. Talvez 90% do que escrevi desde que cheguei aqui estejam relacionados ao meu encantamento com a cidade, com o jornal, com a oportunidade incrivel que tive. Sexta foi meu ultimo dia no Washington Post. Com breves intervalos, chorei das 14h30 as 19h – e o que realmente me surpreende eh eu ter conseguido me segurar antes disso. Nao podia falar com ninguem sem a garantia de um bolo de papel higienico na mao. Pra nao parecer tao louca, explicava: “Eh que sou brasileira, sabe, a gente chora muito”.

Vou sentir saudade de cada vez que entrei naquele predio, sempre dando uma olhadinha pro letreiro la em cima, so pra ter certeza de que era de verdade. Me desafiei todos os dias e sinto um orgulho imenso pela missao cumprida e pela confianca que recebi dos meus colegas.

Ganhei uma festinha de despedida, um bolo enorme e um discurso lindo do chefe, uma das pessoas mais incriveis, competentes e bem-humoradas que conheci nos ultimos meses. Contou pros demais do meu “grande projeto”, uma materia que me tomou dois meses, ficou pronta na finaleira e ainda nao foi publicada. Um texto gigante pra uma historia que me emocionou profundamente.

Fiz eu tambem um discurso, tentando explicar o que talvez minha plateia nao conseguisse compreender, porque a gente tem o pessimo habito de se acostumar com a vida: “Voces nao imaginam o que significa pra mim ter vindo parar aqui”. Nem eu entendo, na verdade.

Martin Weil, uma lenda la dentro, esta no jornal desde a decada de 60. Ja deve ter uns 70 e muitos anos. Foi um dos colegas mais queridos. Todos os dias, quando chegava pra trabalhar no final da tarde, fazia uma romaria pela redacao, cumprimentando um por um e disparando uma das classicas perguntas do seu repertorio: “Loowrissaaaah, what do you know NOW?!” ou “What are you thinking NOW?”. Sempre puxava uma cadeira e sentava do meu lado pra um bate-papo de uns cinco ou 10 minutos. Riamos muito. Na sexta, me deu tchau pessoalmente e depois mandou um e-mail com uma das mensagens mais bonitas que recebi.

Larissa: 
I like to be formal. It has been wonderful to have you here. It made things much more fun. I wish you good luck. And whatever is better than that, I wish that too.
MW

Alem de fotos e copias de todas as materias que assinei, levo duas lindas e singelas lembrancas dos meses mais incriveis dos meus quase 32 anos: o cracha e a plaquinha com meu nome que ficava em cima da mesa. Pedacinhos do sonho que voltam comigo pra casa.

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Arquivado em Washington Post

Um terremoto durante a espera pelo furacão

Estava chegando a um escritório no quarto andar de um prédio no centro de Washington, para uma entrevista, e comentava sobre o belíssimo dia lá fora com uma conhecida. E o dia lindo, de repente, comecou a tremer.

A espera do furacão Irene, considerado o mais forte dos últimos três anos, a Costa Leste dos Estados Unidos foi surpreendida por um terremoto de 5.8 na Escala Richter perto das 14h desta terça-feira.

Nunca tinha passado por um terremoto. Acho que ficamos uns 10 segundos nos olhando, sem dizer nada, talvez esperando que as coisas começassem a cair dos armários e das prateleiras para ter certeza do que estava acontecendo. Quando alguém deixou uma sala contando que via os prédios do outro lado da rua também sacudindo, corremos todos para as escadas.

Americanos estão acostumados a cumprir treinamentos de evacuação, especialmente depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Quem estava na área naquele dia — um dos aviões sequestrados foi jogado contra o Pentágono, que fica em Arlington, cidade vizinha a capital — relatou um comportamento semelhante hoje.

As ruas foram inundadas de gente atordoada com a “novidade” — tremores são frequentes na Costa Oeste, mas não por aqui —, tentando descobrir o que acontecia em celulares que não funcionavam. O trânsito ficou caótico, e muitos órgãos do governo dispensaram os funcionários. Museus fecharam mais cedo, trens do metro reduziram a velocidade para permitir inspeções.

Há pouco, um funcionário do setor de segurança do Washington Post mandou um email a todos os funcionários lamentando que o envio de um alerta tenha falhado, provavelmente devido a pane da telefonia. Salientou a possibilidade de novos tremores e explicou como proceder em situações semelhantes – o ideal é se abrigar debaixo das mesas, o que muitos colegas fizeram.

Nos arredores da Casa Branca — onde eu estava na hora do tremor e onde também trabalho —, os sobressaltos costumam ser mais intensos. É muito frequente ver ruas interditadas devido a pacotes suspeitos largados em algum canto, e a hipótese de bomba só é descartada depois de uma exaustiva inspeção. Esta tarde, o problema maior foi a sensação ruim de estar numa cidade que vive sob a tensão constante de ser um alvo em potencial. A alguns poucos dias de uma data tão emblemática para este pais, foi um susto e tanto.

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Arquivado em Around the city, Washington DC, Washington Post

Na Casa Branca com Barack Obama

Barack & eu no histórico (pra mim e pra ele também) 2 de agosto de 2011

A caminho do jornal, ontem pela manhã, vi mais uma vez o comboio de Barack Obama. Dois veículos pretos idênticos – para que ninguém saiba ao certo em qual está o presidente –, policiais em carros e motos e até um helicóptero. Pensei o que sempre penso desde que cheguei por aqui: “Não acredito que passo a maior parte dos meus dias a três quadras da Casa Branca e ainda não vi o Obama”.

Ha tempo estava de olho na agenda do presidente-celebridade, divulgada todas as manhãs. O secretário de imprensa do governo, Jay Carney, recebe os repórteres pelo menos três vezes por semana, mas os pronunciamentos do presidente sao bem mais raros. Quando acontecem, nem sempre têm entrada liberada a todos os jornalistas cadastrados. Alguns eventos obedecem a um esquema de rodizio.

Ao chegar ao jornal, olhei o e-mail enviado pela assessoria e me surpreendi com a previsão de um pronunciamento marcado para as 12h15min. Feliz coincidência – eu já tinha acertado, na véspera, uma ida à Casa Branca com meu colega David Nakamura. “Será que eu tambem posso ver o presidente?”, perguntei a ele em um e-mail.

David respondeu em segundos, pedindo que corresse para encontrá-lo em um Starbucks perto dali. Quando Obama fala, é preciso chegar com bastante antecedência. Nos dirigimos a um portão lateral da Casa Branca. Ganhei um crachá rosa – a cor identifica a necessidade de um funcionário me acompanhando até o interior do predio, já que estava lá pela primeira vez –, passei por um detector de metais, inspecionaram minha bolsa no raio-x.

A coletiva seria ao ar livre, debaixo de um sol cruel, que testava a maquiagem e o cabelo dos repórteres de TV. Um sistema de som orientava as dezenas que esperavam pelo presidente. Aguardamos primeiro em uma sala, depois em um acesso ao Rose Garden – Obama escolhe entre diversas locaçoes o cenário de cada pronunciamento. Um dia histórico para os Estados Unidos – pouco depois de o Senado ter finalmente aprovado a elevação do teto da divida, afastando a assombração chamada calote – parece tê-lo inspirado a buscar o sol e as flores do recanto centenário. A poucos metros do Salão Oval, o jardim foi remodelado pela ultima vez durante a administração de John F. Kennedy. A terça-feira luminosa de verão emolduraria o discurso do alívio – ainda que Obama já tivesse declarado, no domingo, que aquele não era o acordo que gostaria de assinar.

Encantada com a oportunidade, matava o tempo tirando fotos de tudo. Involuntariamente, chamei a atenção de um seguranca, que olhou para o meu crachá, fez cara feia e disparou:
– Voce precisa de um acompanhante. Espere aqui.

Faltavam poucos minutos para o ultimo portão se abrir, e não queria acreditar que perderia a grande chance logo ali, tão perto das rosas de Michelle Obama. Meu colega explicou – e explicou, e explicou de novo… – que eu tinha autorizaçao. O grandão me deixou passar, e eu resolvi guardar a câmera e dar uma escondidinha no crachá.

Um cordão de isolamento separava o numeroso grupo de jornalistas da tribuna, em frente a dois telões onde Obama leria o texto de oito minutos. As melhores posiçoes ficam com cinegrafistas e fotógrafos, e foi quase embaixo da aparelhagem de uma emissora japonesa, de joelhos, que encontrei uma vista desimpedida. Aguardamos por uns 40 minutos que pareceram infinitos naquele calor. Muitos procuraram a sombra das árvores, mas decidi garantir o lugar e não arredar pé – e, consequentemente, tomar um torrão do sol.

Os alto-falantes anunciaram quando faltavam 10 minutos e dois minutos para o início do discurso. Obama surgiu na porta, e não se ouvia nada além do zunido de centenas de cliques simultâneos das câmeras fotográficas. Falou do assunto que consumiu Washington nas últimas semanas e do que pode lhe custar a reeleição no ano que vem – o índice de desemprego hoje em 9,2%, o mais alto do ano. (O video do discurso esta aqui)

Com tao pouco tempo disponivel, eu não sabia se tirava fotos com a câmera ou com o celular, se gravava vídeo ou se me concentrava no pronunciamento. Não queria atrapalhar meu colega, que estava ali a trabalho, atentissimo a cada palavra para abastecer o washingtonpost.com. Mas David, no posto de setorista da Casa Branca há apenas três semanas, compartilhava comigo a empolgação. Deixou as anotações de lado e me cutucou:
– Levanta que vou tirar uma foto tua com ele!

Obama não abriu espaço para perguntas. Agradeceu e saiu, a tempo de ouvir – e ignorar – o que uma jornalista gritou lá do fundo:
– Sr. Presidente, o que gostaria de ganhar de aniversário?
O democrata que completa 50 anos nesta quinta-feira não respondeu. Talvez se contente com uns instantes de paz depois da crise. Deve partir em breve, com a mulher e as filhas, para férias na ilha de Marthas’s Vineyard, no Estado de Massachusetts.

Eu, que só faco aniversário em novembro, fui presenteada com uma oportunidade tão incrível que bem poderia estar embrulhada em papel colorido e fita. E está aí um dos grandes encantos da profissão de jornalista: ir a lugares e conhecer pessoas que, de outra maneira, não estariam acessíveis.

 

Texto publicado hoje no Blog do Editor da Zero Hora

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Arquivado em People, Washington DC, Washington Post

Peter, o anjo da guarda da Larissa

Texto publicado hoje no Blog do Editor da Zero Hora:

Peter Perl, grande garoto

Como bolsista da Alfred Friendly Press Fellowships, programa que traz jornalistas estrangeiros para trabalhar em redações americanas, tenho um mentor no Washington Post.

Peter Perl e eu já vinhamos conversando por e-mail desde fevereiro, e naquele gelado 6 de abril, quando conheci a imensa redação que me receberia pelos próximos meses, ouvi o que me soou como a melhor das boas-vindas:

Você pode fazer o que quiser aqui!

É com Peter que discuto minha passagem pelo jornal, apesar de não trabalharmos juntos. Com 30 anos de casa no currículo, ele já não põe a mão em reportagem ou edição. Tem uma função mais ligada a recursos humanos e gerenciamento de pessoal. Não para quieto, sempre andando de um lado a outro, conversando com todos — algo bem de acordo com o cargo. Há pouco, um comunicado no mural pedia que interessados na vaga de correspondente no Iraque o procurassem. (Dado impressionante: desde o inicio da guerra, o jornal ja enviou quase 80 repórteres para lá.)

Se tenho dúvidas ou problemas ou se quero apenas bater um papinho, apareço em uma das salas junto a North Wall – a redação é tão grande que certos cantos tem nomes, um toque didático do projeto de uma recente reforma. Peter é meu anjo da guarda informal, e é sempre um prazer falar com ele.

Até um jornalista americano, no teu lugar, começando a trabalhar aqui, enfrentaria dificuldades. Tenha paciência — disse-me ele um dia, quando “filosofávamos” sobre a grande aventura que esse período nos Estados Unidos representa pra mim.

Atencioso, Peter acolhe todos os meus pedidos e dispara e-mails minutos depois de eu dizer o que gostaria de fazer — acompanhar um dia de trabalho dos setoristas que fazem a cobertura do Capitólio, da Casa Branca ou da editoria de Polícia, por exemplo. Copia repórteres e editores, me apresenta, anexa uma foto (algo que facilita muito em uma redação de 600 pessoas, e todos sempre acabam me reconhecendo pelos óculos coloridos) e pergunta: “Quem pode ajudar a Larissa?”

Em uma daquelas viradas imprevisíveis da vida, há pouco mais de um mês, Peter viu um de seus segredos mais bem guardados se transformar em notícia. Em um post anterior, contei como o ex-repórter e editor se tornou protagonista de um dos episódios mais comentados nos Estados Unidos este ano. Também no papel de mentor, ele sabia que o filipino Jose Antonio Vargas vivia e trabalhava no país – e no Washington Post – com documentos falsos. Na tentativa de evitar a implosão imediata de uma carreira que se ensaiava promissora, Peter não levou o caso aos seus superiores.
Com a história estampada em um longo depoimento no New York Times, abastecendo um tema delicado sempre em debate por aqui, a redação logo se dividiu entre aqueles compadecidos com o gesto protetor e os críticos do ato irresponsável que agora poderia custar a credibilidade do jornal.

Amparado por três decadas de trabalho e uma ótima relação com os colegas, Peter — contratado em 1981 pelo célebre Bob Woodward — percebeu que o grupo de apoiadores era bem mais numeroso, lotando sua caixa de e-mails com mensagens positivas. Levou um “tapa na mão”, definição que usou quando perguntei se sofreria algum tipo de punição por parte dos diretores. Enfrentou semanas difíceis. Além das incertezas sobre seu futuro na empresa, era assediado por repórteres de outros veículos atrás de entrevistas que revelassem mais sobre os bastidores do drama que compartilhou.
Agora, ele garante, está tudo bem. E não parece arrependido.

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Arquivado em People, Washington Post

Telefonemas dominicais

Domingo é dia de botar a conversa em dia. A seguir, trechos notaveis das ligaçoes de hoje.

1. Ligo pra casa:
– Oi, mae!!!!
– Quem é?????

***

Depois de lembrar que tinha uma (outra) filha, mae passa o fone pro pai:
– Alô! Alô… Alô?? Nao tô te ouvindo direito! Que ligaçao ruim… Alôôôôô! Parece que tem um guincho de porco na linha!

***

2. Ligo pro Lorenzo Lima, sete anos, anjinho da minha vida:
– Oi, Lôôôôôô! Que saudade!
– Tu ja viu o Obama?

Objetividade eh tudo, nao? 🙂

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Arquivado em Bobagens aleatórias

Boiling DC

Sexta-feira bem quentinha: sensaçao termica de 51°C as 14h50

Washington ferveu na sexta-feira. Segundo materia do Washington Post, a sensaçao termica bateu um recorde de 1980 (e Boston nocauteou uma marca de 1926!). A massa de ar quente vinda do meio-oeste dos Estados Unidos ja matou 25 pessoas no pais.
As vezes o termometro nao é tao assustador, mas o que acaba com a gente é a umidade. Um abafamento absurdo, pesado, melequento. Suor que pinga sem precisar se fazer esforço algum.
A capital americana foi erguida em cima de um pantano, o que ajuda a explicar o clima medonho e a mosquitama infernal. E dizem que agosto é o pior mes. Oh, God, ainda nem chegamos la.
Forno Alegre, hoje, virou uma lembrança apenas morninha na minha mente. Quase agradavel.

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